Informações de Viagem para Conhecer o Parque Nacional Sajama
Parque Nacional Sajama
O Parque Nacional Sajama é a primeira Área Protegida criada na Bolívia, caracterizada por seus bosquetes de queñua (Polylepis tarapacana) que cobrem mais de 10 000 hectares e sobem acima de 5 200 m s.n.m., constituindo a formação lenhosa mais alta do mundo. Também se destacam os yaretas de Azorella compacta, extensos bofedais e pastagens úmidas, e tholares de Parastrephia lepidophylla. Outro aspecto relevante é a presença de espécies ameaçadas de fauna como a vicunha.
A Área tem uma beleza cênica excepcional devido à presença do imponente Nevado Sajama, lagoas altoandinas, águas termais e rotas de montanhismo. Da mesma forma, dentro do Parque e em suas imediações encontram-se sítios arqueológicos e históricos de grande valor cultural, como as Chullpas, pictografias, ruínas pré-colombianas e igrejas coloniais, como a de Curahuara de Carangas.
Atrações Turísticas
Dados
Categoria de manejo
Parque Nacional.
Extensão
Estima-se uma superfície de 100 230 ha (1 002 km²).
Localização
O Parque Sajama está localizado no Noroeste do Departamento de Oruro, na Província Sajama. Os municípios envolvidos são Turco e Curahuara de Carangas; faz fronteira com o Departamento de La Paz e a fronteira com o Chile (Parque Nacional Lauca).
Sub-regiões biogeográficas, faixa altitudinal e clima
Corresponde à Puna; a faixa altitudinal varia entre 4 000 e 6 542 m s.n.m., a região da Cordilheira Ocidental ou Vulcânica, caracterizada por suas extensas altiplanicies, lagoas altoandinas e imponentes cones vulcânicos como os Payachatas e o Nevado Sajama, que constitui o ponto mais elevado da Bolívia. O clima é frio a congelante, com chuvas de verão e geadas durante todo o ano.
Como Chegar ao Parque Nacional Sajama a partir de La Paz?
Da cidade de La Paz, chega-se ao Parque Nacional Sajama passando por Patacamaya e seguindo a estrada em direção a Tambo Quemado, fronteira com o Chile, que permite chegar ao Parque Nacional Lauca e posteriormente a Arica. Podem-se pegar ônibus de La Paz com direção a Arica e Iquique, ou diretamente de Patacamaya. Neste trajeto, é recomendável ingressar na localidade de Curahuara de Carangas para admirar sua igreja. Os visitantes que partem de Oruro podem pegar a estrada em direção à localidade de Turco para continuar em direção a Cosapa. Neste caso, recomenda-se entrar com veículo próprio.
Sajama
O Parque Nacional Sajama está localizado no noroeste de Oruro, fazendo fronteira com o departamento de La Paz e a fronteira com o Chile. O Nevado Sajama é vizinho do Parque Lauca no Chile e da Cidade de Pedras no departamento de La Paz; é de fácil acesso, sendo atravessado por uma rodovia internacional, a rodovia Patacamaya – Tambo Quemado. De La Paz, chega-se a Sajama passando por Patacamaya e depois seguindo para Tambo Quemado. Neste trajeto encontra-se a localidade de Curahuara de Carangas, onde vale a pena admirar sua igreja, chamada de "A Capela Sistina do Altiplano".
O clima é frio a congelante, com chuvas de verão e geadas durante todo o ano. A região é marcadamente árida, com níveis de precipitação anual que variam entre 270 e 400 mm.
Fauna
No Parque Nacional Sajama foram registradas 108 espécies de fauna. Entre elas destacam-se a vicunha (Vicugna vicugna), o tatu (Chaetophractus nationi), o gato andino ou titi (Felis jacobita), o puma (Felis concolor), o suri (Pterocnemia pennata), o condor (Vultur gryphus), a chocka (Fulica gigantea), o parihuano (Phoenicopterus chilensis) e aves pequenas como Asthenes arequipae, Oreomanes fraseri e Phrygilus erythronotus.
Vegetação e Flora
154 espécies de flora foram registradas e estima-se a existência de 250 espécies de plantas superiores. A vegetação do piso Altoandino apresenta gramíneas duras e silicificadas. Os bofedais cobrem 10 % do Parque Nacional Sajama e constituem a unidade de vegetação de maior importância socioambiental. Na flora arbórea e arbustiva, são relevantes as populações de queñua (Polylepis tarapacana), os tholares associados a pajonales (Parastrephia lepidophylla, P. lucida, Baccharis incarum) e a yareta (Azorella compacta).
Turismo
Sua beleza cênica é incomparável devido à presença do imponente Nevado Sajama, lagoas altoandinas, águas termais e rotas de montanhismo, e também se caracteriza por seus bosquetes de queñua que cobrem mais de 10 000 ha até 5 200 m s.n.m., constituindo a formação lenhosa mais alta do mundo. O Parque Nacional Sajama também abriga sítios arqueológicos e históricos de grande valor cultural como as Chullpas, pictografias, ruínas pré‑colombianas no Circuito "Río Lauca" e igrejas coloniais, como a de Curahuara de Carangas. O fluxo turístico para a realização de atividades de ecoturismo e montanhismo possibilitou à comunidade de Tomarapi a construção de um Eco‑Lodge com excelentes serviços de hospedagem e alimentação.
População Local
A ocupação humana na área é milenar e os habitantes, de origem aimara, pertencem ao grupo étnico Karanga. Atualmente, existem nas proximidades cerca de 80 estâncias dispersas, que agrupam 60 % da população que vive no interior do Parque. Dentro dos limites propostos convergem os cantões: Curahuara de Carangas (Sajama, Caripe e Lagunas) e uma parte do cantão Cosapa do município de Turco. Estima-se uma população total de cerca de 1.000 habitantes.
Sítios Arqueológicos
Dentro do Parque Nacional Sajama estão concentrados vários sítios arqueológicos pré-hispânicos que evidenciam a longa ocupação aimara da zona. Entre os mais destacados estão os chullpas policromados (torres funerárias de tijolo de barro cozido decoradas com pinturas geométricas) que se encontram dispersos ao longo dos vales e encostas do parque, e uma série de pinturas rupestres de estilo andino que datam da época pré-colombiana e representam figuras humanas, animais e motivos abstratos. Também foram identificados pucaras (fortalezas de pedra) e restos de arquitetura colonial-indígena em antigos povoados aimaras, onde casas circulares tradicionais convivem com estruturas de pedra e adobe. Esses vestígios, juntamente com as linhas de Sajama (alinhamentos de pedras e marcas no solo que formam padrões geométricos) e os artefatos de cerâmica encontrados em escavações, constituem um valioso registro da interação entre a cultura aimara e o ambiente de alta montanha, e fazem parte do patrimônio cultural que complementa a riqueza natural do parque.